Olhei pela janela e vi um pescador
Fiquei horas ali
Admirando-o a pescar
Nem percebi o tempo passar.
Incrível sua calmaria
Ao lançar a rede
E esperar...
Seus olhos possuíam a magia do mar
Parecia fazer parte daquele lugar
Como uma estátua que não se move
E vive a enfeitar.
Pensamento perdido entre as ondas que bailavam
No seu vai e vem.
Na rede suas mágoas
Na areia suas lágrimas.
E o pescador se purificou com a água salgada
Que o vento trouxe sem ele sentir
Lavou sua alma e o fez sorri.
A brisa suave começou a soprar
Anunciou que a chuva iria chegar
O pescador se lançou ao mar
Desnudo
Mergulhou
Entre as espumas se misturou.
Perdi-o de vista sem notar
Mas fotografei sua imagem em meu olhar.
(.)