02 outubro 2010

Pescador


Olhei pela janela e vi um pescador
Fiquei horas ali
Admirando-o a pescar
Nem percebi o tempo passar.
Incrível sua calmaria
Ao lançar a rede
E esperar...

Seus olhos possuíam a magia do mar
Parecia fazer parte daquele lugar
Como uma estátua que não se move
E vive a enfeitar.

Pensamento perdido entre as ondas que bailavam
No seu vai e vem.

Na rede  suas mágoas
Na areia suas lágrimas.

E o pescador se purificou com a água salgada
Que o vento trouxe sem ele sentir
Lavou sua alma e o fez sorri.

A brisa suave começou a soprar
Anunciou que a chuva iria chegar
O pescador se lançou ao mar
Desnudo
Mergulhou
Entre as espumas se misturou.

Perdi-o de vista sem notar
Mas fotografei sua imagem em meu olhar.
(.)