27 dezembro 2011

Sentindo o sentido que é só meu...


O que se perde enquanto os olhos piscam?

A evidência do significado único
A ilusão e algo que me dê à sensação de estar viva

Um esqueleto que vive e pinta
A escolha de ser artista
O poder da arte e nada mais
O estar no palco e ir ao teatro

A era da hipertransparência
A descrição guardada, e lançada a pó por outros indiscretos

O amor passível de ser combinado
O real esquecido
A ausência da verdade

O quarto novo decorado a pisca piscas
A cadeira virada
E o equilíbrio que acabou e virou

Você 9/5 Eu 9/5

A incerteza que trouxe inspiração

A semana sem chocolates

A intensidade de estar feliz

A mistura liquidificada
O momento de descoberta

A sala 5

A dinâmica

As cartas de um poema de amor que ainda não escrevi

A sala 2 e o amor que não tem fim

A segunda para se fragmentar
Os barquinhos a navegar

A necessidade de amar
Mas o que é o amor?

A casa vazia sem o ballet

O cabelo pintado com luzes do dia
O quebra mar

Os dias de ensaio
As listas
As previsões diárias
A cobrança de algo que eu dispus a jogar no universo

Os versos executados
A noite em Paris

Os sonhos para vestir
A liberdade em cachoeiras
O piquenique do amanhecer

O final que antes era início
Abriu e agora fechou as portas
Do que antes desconhecido
O destino eu moldei.
FIM, 2011!

(.)

17 dezembro 2011

Na preguiça

A fuga da liberdade raptou a última gota de esperança
Arrumei pra desarrumar, e por fim, valeu de nada.
O que cansa é pensar e repensar e nada ter
Ver labirintos e não saber escolher caminhos a seguir
A dúvida de sempre, aquela de toda hora
A preguiça de querer contamina as desilusões
E as vontades congelam na demora.
.
A rotina bagunçada virou o prazer de caminhar
Na corda bamba prestes a cair é que sinto o perigo
Devoro o medo a possuir e saio um pouco das metodologias
Rasgo a agenda que carrego na bolsa e espalho meu dia a dia
Deixo de lado as reticências a fim de colocar pontos finais
Re (começo), (re) começar...
Alcançar.
.
Preguiça de querer,
E por hoje esconder nas cobertas.
(.)

12 dezembro 2011

Variando

Quando não há limites entre o céu e o chão eu corro solta
Solto as fraquezas envolvidas por angústias pelo desejo de libertar
Liberto as palavras escondidos pelo medo do não dizer
Digo em berros altos e ritmados a palidez da voz calma
Acalmo a inquietude desse pobre coração que deseja um, dentre tantos, você.

Atira no escuro o corpo despido e embaralha os ponteiros que giram
Gira na contra mão da linha do destino
Destina a alma que se mistura em tintas frescas a derramar
Derrama nas telas pálidas que já famintas de cores a devorar
Devora a face que de sede deseja algo que cure a fome de viver.

(.)

08 dezembro 2011

Dormi

Acorde , Acorde, Acorde
Ele gritava.
É possível/ permitido um dia não querer acordar?
A fantasia e os sonhos misturados a vontade fazem a gente delirar
Delírio este que se perde e que se encontra em noites de pensamentos
Pensamentos estes que são fantasias
Fantasias estas que nos levam a magia
A vida podia ser sempre leve como a poesia.
(.)