Quando não há limites entre o céu e o chão eu corro solta
Solto as fraquezas envolvidas por angústias pelo desejo de libertar
Liberto as palavras escondidos pelo medo do não dizer
Digo em berros altos e ritmados a palidez da voz calma
Acalmo a inquietude desse pobre coração que deseja um, dentre tantos, você.
Atira no escuro o corpo despido e embaralha os ponteiros que giram
Gira na contra mão da linha do destino
Destina a alma que se mistura em tintas frescas a derramar
Derrama nas telas pálidas que já famintas de cores a devorar
Devora a face que de sede deseja algo que cure a fome de viver.
(.)