30 janeiro 2012

Descortinar


Avistar e descobrir o longe enquadrado a minha a janela
Revelar ao olhar o prazer da descoberta
Descortinar o palco nu é conhecer
Despertar a subjetividade para alimentar a alma.
Apegar-se a realidade que descortina
É ser a própria essência
O translúcido que permite a luz navegar.
Do magenta e do azul
Transformei-me em violeta.
Puxar a cortina do pensamento e deixar a esperança entrar
Descortinar o véu
Desbravar o céu
Ousar voar
Enfeitar a janela com violetas e deixar irradiar.
(.)


26 janeiro 2012

Deixa levar


Deixa passar essa ventania
Deixa levar essa poeira que acumulou entre nós
Fiquemos a sós.
 Vamos retomar o que ainda não começou
Reescrever essa linda história
Rabiscar os erros e apagar na memória
Viver entre nós
Entrelaçados pela vida que nos uniu.
Quero amarrar meu eu em você
Presentear-te com o meu coração
E Em troca quero seu olhar misturado ao seu sorriso
E um beijo para eu nunca esquecer.
(.)


20 janeiro 2012

Incógnita


És à noite aqui me acolhendo
Abraça forte a esmagar
Em volta a brisa suave a acompanhar
A luz do abajur ilumina um meio rosto
Que o outro pertencer à escuridão...
Em sombra posso me ver.

Ser incógnita instiga saber procurar
Desvendar os mistérios que flutuam a minha sombra
Sou maior do que posso ver.

Estou a resolver a equação que paira a vida
Em desconhecido...
Fico aqui a esperar
É manhã!
(.)

18 janeiro 2012

Violeta


Vivendo de grão em grão e construindo minha poesia
Perfumando o universo com as palavras mais bonitas
Regando a violeta para florescer
Ascendendo incensos para renascer
.
Na leveza da flor introvertida eu encontrei meu refúgio
Aprendi a captar o meu próprio segredo
E a dizer levezas que ninguém poderá dizer
.
Tatuei a poesia e agora tatuarei você.

(.)