31 maio 2013

Doce ilusão


Te escrevo em desespero de dizer. Te desprezo por não saber lidar com essa distância tão infinita de nós. Estou afogada em lágrimas passadas e secas... O tempo curou, o tempo sempre cura. Eu que não cuidei de arrumar outro para ocupar o seu lugar. Te escrevo em angustia de saudade, te escrevo para que não te esqueças de mim. Não julgue meu entusiasmo embriagado, beba junto comigo, enquanto lê daí, eu daqui, fico a imaginar suas covinhas saltando do sorriso frouxo que tu tens. Sinto muito, sinto tanto, não sentir a saudade que gostaria. Sofro por não te amar igual ou pelo menos 1/3 do seu amor. Sinto. Por você, por nós, a sós, entrelaçados por tantas mentiras.



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Preto & Branco


Rasga a roupa como se tivesse rasgado a carne nua em sangue. A mão que percorre o corpo, aquece e revela. Pousa sobre o toque que acolhe e preenche os vazios, sem ar. Dorme um sono profundo na tentativa de fugir e abafar a dor. Bebe a saliva fresca que pinga na língua... Engole. Silêncio pra respirar o abafado que sufoca... Entope. Rir profundo uma gargalhada sombria com medo de calar... Escancara. Sobra preto no branco das negativas memórias... Angustiadas.



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