À espera sobre a cama
O baú de meninices saboreado por
lembranças
Alma de domingo em plena preguiça enrolada aos lençóis
Doce afeto em estado bruto
O mundo anda todo com a cara daqueles anos atrás
Eu tinha vinte, e me parece ontem.
Raspas e restos me interessam pra silenciar
E todo esse silêncio foi a fonte das minhas palavras
Retrato em partes
Recortes em pedaços
Esses meus olhos infantis...
Essa minha fragilidade disfarçada em poesia.
Rendo-me aos errantes, sem destino... Nômades.
De quem abraça além da pele... Em órgãos.
Dos improváveis, intermináveis e inconsoláveis
Em desacordo com o tempo, que insiste em permanecer e só
Inevitável.
Intolerante e indolor.
Chuvas de verão me acalmam à pele.
(.)
26 janeiro 2014
25 janeiro 2014
Se desprender em forma que soa leveza
Distanciar o corpo da mente que pulsa no ritmo dos ponteiros do relógio os segundos constantes
O impulso toma a vez e atropela.
Espasmos involuntários percorrem e produzem movimentos
Dança à dois... Dança à sós.
Uma xícara tombada escorre o caminho do café
Encontra migalhas endurecidas... Amolece.
Desses encontros de primeira à segunda vista... tanto faz.
Sem regras, sem pressas, nem promessas.
Ir de fluir o olhar. E um sorriso tímido... de canto de boca.
De caminhar com passos curtos em caminhos longos. ENXERGAR mais atento.
(.)
Distanciar o corpo da mente que pulsa no ritmo dos ponteiros do relógio os segundos constantes
O impulso toma a vez e atropela.
Espasmos involuntários percorrem e produzem movimentos
Dança à dois... Dança à sós.
Uma xícara tombada escorre o caminho do café
Encontra migalhas endurecidas... Amolece.
Desses encontros de primeira à segunda vista... tanto faz.
Sem regras, sem pressas, nem promessas.
Ir de fluir o olhar. E um sorriso tímido... de canto de boca.
De caminhar com passos curtos em caminhos longos. ENXERGAR mais atento.
(.)
14 janeiro 2014
Até logo
É preciso mais um gole pra esquecer
Te deixei sentado à mesa do bar
Fui embora sem olhar pra trás
Te devendo um adeus sem promessas
Apressei teu pranto dor em soluços de lágrimas
Um dia você entende... Um dia a gente sempre entende...
O tempo cura as feridas e amadurece as cicatrizes
E depois é só viver, com as bochechas coradas da vida...
E, vai que um dia o destino resolva pregar uma peça
E diante de tanta pressa a gente se esbarra por aí...
Até logo!
(.)
Te deixei sentado à mesa do bar
Fui embora sem olhar pra trás
Te devendo um adeus sem promessas
Apressei teu pranto dor em soluços de lágrimas
Um dia você entende... Um dia a gente sempre entende...
O tempo cura as feridas e amadurece as cicatrizes
E depois é só viver, com as bochechas coradas da vida...
E, vai que um dia o destino resolva pregar uma peça
E diante de tanta pressa a gente se esbarra por aí...
Até logo!
(.)
04 janeiro 2014
Repouso
Cabe dizer levezas quando tudo que deseja é cuspir...
A saliva não aguenta mais ser engolida e produzida nesse ciclo vicioso de ir e vir.
Basta tantos movimentos calculados em repetições...
Canso de imaginar quando a cena se repete e pausa pra mostrar a certeza fotografada na tela.
Tela é a vida que corre por todos os cantos, atravessa e hipnotiza tantos olhares famintos de informações...
Basta desse tempo agitado que só faz correr.
Posso ir na câmera lenta desse vai e vem constante perturbado esgotado de tanto apressar o passo que só quer pausar pra respirar... Um pouco e, calmamente...
Repouso do sol...
Anoitecer.
(.)
A saliva não aguenta mais ser engolida e produzida nesse ciclo vicioso de ir e vir.
Basta tantos movimentos calculados em repetições...
Canso de imaginar quando a cena se repete e pausa pra mostrar a certeza fotografada na tela.
Tela é a vida que corre por todos os cantos, atravessa e hipnotiza tantos olhares famintos de informações...
Basta desse tempo agitado que só faz correr.
Posso ir na câmera lenta desse vai e vem constante perturbado esgotado de tanto apressar o passo que só quer pausar pra respirar... Um pouco e, calmamente...
Repouso do sol...
Anoitecer.
(.)
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