17 dezembro 2012

Folhas em branco

Um ano que já virou passado enquanto outro já se aproxima. Fui feliz e infeliz ao mesmo tempo. E, de fato, quem não é? A felicidade ocupa mínimas partes, às vezes,  ela não preenche, mas alimenta. Duelo entre ser e estar, batalha diária em tentar afastar as energias negativas e, captar só as positivas. Mas o que seria de nós sem os obstáculos, que nos fazem criar e estudar estratégias, em tudo existe uma razão. É claro que só damos conta disso quando a ventania já passou e o sol voltou a brilhar. Exatamente como iniciei esse ano, algumas dúvidas ainda dominavam, incertezas e obstáculos para serem ultrapassados. Medo e frio na barriga, e agora, passou! O vento levou e varreu o que era. Restou os aprendizados e as boas conquistas, levo comigo tudo o que de bom e ruim vivi, não deixo escapar nada. Os detalhes são sempre os mais importantes, e eu que não sou boba nem nada, guardo tudo na minha agenda. Que dó aposentar mais uma companheira de um ano inteirinho, ali escrevi todos os compromissos, arquivei todos os ingressos de cinema, teatro e festas. Preenchi cada dia com um pouco da minha esperança e reguei muita poesia...  Ano novo é símbolo de (re)começar, colher cada fruto plantado na última colheita, deixar os erros para trás e focar em acertar mais dessa vez. A caminhada é longa, são 365 dias de muito para viver. Abro mais uma agenda com folhas em branco, que esperam minhas pincelas.



Feliz ano novo!



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12 dezembro 2012

Tanto hoje em cada esquina

Desce as escadas correndo

Anda com pressa por estar atrasada

O sinal não fecha

Tá calor

Tem muita gente na rua

E uma grande tensão nos olhares

Os carros param

A multidão se entope e se esbarra

Todos tentam encontrar saídas nas brechas coletivas

Abrem espaço e se fecham na escuridão de quando se tenta descansar as pálpebras

Ainda está calor

E a tarde ainda permanece sendo mais por conta do horário de verão

E, que verão está se aproximando

Final de ano

E tudo indica que final dos tempos também

Tropeça no meio do caminho e quebra a unha do dedão do pé. Deprimente!

O calor permanece ainda mais

O perfume evapora e sede lugar ao suor

Apressa o passo do atraso

Desvia de tantas informações

Pausa um instante, precisa de um sorvete!

Arruma lugar em suas mãos e volta à sua caminhada

Segue mais feliz refrescando a garganta.

A noite chega...

O calor diminui

Fim dos ensaios da nova peça.                                    

A rua já não está mais dominada de gente

A noite acalma a movimentação constante

Resta, ela,caminhando, sozinha, na volta pra casa aconchegante

Cansada do calor, cansada fisicamente e mentalmente

Esgotada de tanto criar

Mas o amor pela arte prevalece.

Eis que seus passos cruzam os dele às 22 horas da noite

Já era tarde pra tanta conversa

Pegue logo na mão que o dia acaba de re(começar).



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02 dezembro 2012

À meia noite

Acabaram-se as insônias constantes, o sono tem feito as pazes comigo. Chega na hora certa, não atrasa se quer um minuto, se mantém bem pontual. Eu, que às vezes, nem tenho esperado a hora certa. Me atiro no sofá, e passa hora, a TV permanece ligada, a luz ainda acesa, e, a roupa do dia se torna um conforto aquecendo o corpo que ainda não teve tempo de esfriar com um bom banho gelado à meia noite. Escrever com sono, apertando os olhos pra não se perder no meio de tantas palavras. Dei um descanso das infinitas madrugadas regadas à poesia. Mas, quem disse que as olheiras pelas noites mal dormidas são piores do que o mal humor do silêncio de uma noite inteira dormida, e sem dar vida aquela quem me deu a minha vida ... Poesia. Prefiro perder noites inteiras de sono, do que perder uma madrugada sem escrever.


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