29 novembro 2012

Embebedado de amor ❤

Beba o amor 

Suspire aquele quem ama enquanto bebe pequenos goles

Não vire tudo de uma vez,

O amor foi feito para ser degustado por parte

Não seja ansioso e não queria adiantar sua ressaca 

Afinal, toda ressaca, mesmo que a de amor, não é lá muito agradável...

Não misture a dose de amor com a de vodka

Não adianta que não combina

O amor foi feito para ser tomado na sua mais pura inocência

Fique calmo que ele também irá te deixar louco, porém será aos poucos

O amor não tem dose dupla e muito menos dose tripla 

Acostume-se em degustar um por vez

Esqueça essas bebidas caras e essas muito baratas 

Aprecie qualidade.

E no final da noite pode ter certeza que você estará...

Embebedado de amor ❤

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25 novembro 2012

Enquanto

E quando o desabafo gera dor

enquanto o peito produz calor

e quando a espera provocada pela ansiedade insiste em permanecer

enquanto o controle resiste à mudança

e quando o suspiro fraco vira tosse

enquanto arranha a garganta

e quando se alinha os pés à seguirem

enquanto se tropeça e fere o dedo mindinho

e quando o vento varre os papéis da mesa

enquanto borra a tinta fresca

e quando se sente saudade das palavras não ditas

enquanto rabisca as paredes do quarto

e quando a sobra insiste em ser migalhas

enquanto  o pão dormido descansa na geladeira

e quando, enquanto, portanto, no entanto...

Apago a luz.



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20 novembro 2012

Um dia

Nasce o dia em tons pálidos, a noite mal dormida, sede lugar à preguiça da manhã. Começo a ler um livro, releio a mesma frase trinta vezes, e,  desisto de continuar. Sento a mesa do café da manhã e, sinto preguiça de comer. Volto ao sofá, me escondo nas cobertas, viro de um lado para o outro, pauso a inquietação, desisto. Volto para a minha cama, fecho as cortinas e abafo os sons do mundo com o meu travesseiro. Não basta, não tenho sono pra dormir tanto assim. Levanto o corpo pesado, sigo até a varanda e, peço ao vento que traga de volta a minha leveza. Ele responde, ensinando o meu corpo voar.



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15 novembro 2012

Brinquedo estático

Lambe a ferida pra sarar a dor e acalmar o sangue que insiste em escorrer pela pele de cor pálida. Bebe o vinho como se bebesse o próprio sangue com sede de sentir. Aperta e exprime, atormenta o que já dói, naturalmente. Deseja mais da dor que sobrevive extasiada. Escarna o corpo frio mergulhado à uma xícara de chá. Descasca a pele sofrida e envelhecida. Descobre mais de si, o que estava escondido, por trás das falsas aparências. Reconhece o que é na essência. Deixa o que criou com os artifícios da tecnologia, e, se permite ser real. Desenferruja o corpo estático, desentorta o olhar e o sorriso desenhado, do qual não conseguia se livrar. Renasce na carne fresca, e deixa de lado o artificial, que alguém desejou criar. Vira dona de si e das suas funções. Não precisa mais esperar quem queira brincar e movimentar seus braços e depois jogar num canto qualquer, torta e sem cabeça. Não é mais um brinquedo de plástico e superficial.

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12 novembro 2012

Falsas promessas

Falsas promessas inquietam mais do que as verdades ditas
Bagunça o lençol e revira o travesseiro tentando achar uma posição confortável
Vira de lá pra cá, se muda pro outro lado da cama, desvira e volta a mesma posição
Tentativas frustadas.
Engole o choro e cospe a lágrima só pra não sentir raiva de chorar em vão.
Rasga cartas e fotos enfeitadas e perfumadas de muito amor que ali viveu...

Acabou.

O fim que não se espera acaba de chegar
Inventa falsas ilusões e bloqueia o desespero de viver só, novamente.
Conhece de novo o que um dia não dividiu do pouco de si
Reconhece sua imagem sem a sombra daquele que vivia por trás seguindo rastros
Abraça uma liberdade libertadora e busca aventurar-se em cima de montanhas
Pula e cai, voa e sobrevive.
Alimenta o medo de esperanças e segue sem destino programado.
Na bagagem o essencial pra motivar a alma
Incensos violetas e cristais.
Medita sobre a influência das suas energias lapidadas e da fumaça perfumada.
Anda pela estrada de asfalto quente e sente falta da sua sombra
Descansa da vontade de ser sozinha e espera aquele passar
Oferecendo uma carona na sua vida.

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11 novembro 2012

Minha verdade

Cansaço bom é aquele que se produz dominando o corpo e a mente depois de um longo e proveitoso dia de trabalho. Ocupar e preencher cada segundo do dia. Programar sem rotinar. Acho rotina clichê. Sou do tipo que muda de caminho, atravessa ruas e troca de calçada só pelo desejo de fazer diferente. Como é bom mudar e ver essa transformação percorrer corpo e mente. É interessante ver nascer novos sinais, perceber novas rugas ( as quais ainda não tenho, na verdade,  só uma linha forte de expressão que insiste em ficar na minha testa) acostumei. Tenho acostumado com tudo, feito menos questionamentos em poucos casos. Estou focada em ser exatamente o que a vida me proporciona. Nem mais, nem menos. Talvez um pouco mais, afinal, é sempre bom querer ser um pouco mais e melhorar a cada dia. Tô na busca de mim mesma e das minhas verdades. Falsas verdades que construo a cada dia. Quem lida e vive com e para a arte sabe que a mentira é sua essência de verdade. Dormir, que amanhã começo de novo, levantando pelo outro lado da cama.

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06 novembro 2012

Eu + Poesia

Como retomar o que já estava escrito
O aparelho acabou a bateria e fez questão de não salvar o turbilhão de palavras poetizadas
Eu lembro que tinha o vestido vermelho no meio
E o dia que acabaria na noite sentada na mesa de um bar.
Pensando bem, eu estava escrevendo sobre o meu dia,
Nem sempre costumo falar tão abertamente assim
Sempre crio além, pinto mais cores e capto os diversos detalhes peculiares, na tentativa de fazer minha ausência ganhar vida.
Eu sou a invenção calculada de tudo o que escrevo,
Queria ser exatamente o que eu sou quando a poesia toma o meu lugar
Eu cedo lugar à ela quando nada mais me preenche.
A solidão da madrugada misturada a uma dose de melancolia propicia o nosso encontro: Eu + Poesia = Vida.
Mas voltando ao vestido vermelho,
Ele foi escolhido pelo foco de luz que nascia dentro do meu quarto junto ao nascer do sol
Na verdade, perdi o fio da meada, esqueci o que queria dizer ao falar do vestido vermelho que roubou a cena de hoje.
Volto a disfarçar o que esqueci só pra não perder o gosto de fazer amor com a poesia.

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05 novembro 2012

Orgasmo da Poesia

Pela simples vontade de atingir o orgasmo da poesia
Viver situações perigosas
Sentir o desconhecido
Perder o controle
Ir além do já vivido.
É preciso renovar a cada dia
A inspiração acontece com as mudanças e as novas experiências
Medo de ser e de não ser o que é não existe no poeta
Ele é personagem, dá vida à poesia emprestando um pouco de si
Busca encontros e desencontros
Permite conhecer e mergulhar no escuro dos pensamentos
Faz nascer luz.
Faz a poeisa gritar um orgamo que não grita na sua efemeridade.

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02 novembro 2012

Detalhes

Sinto saudade de pequenos detalhes que meus olhos insistem em admirar...
Me atraso enquanto olho as formigas atravessarem a rua, tento fazer os carros esperarem,
Mas a pressa não pode esperar. As pessoas também não.
Gosto de ver além das cores, muito mais que todo o branco das nuvens, eu enxergo cinza, azul e amarelo.
Os pequenos detalhes formam o todo do ser... Humano ou objeto.
Sinto falta de todo detalhe que já enxerguei/admirei
Fuço e rastreio
Fixo e permaneço
Não tenho pressa quando a simplicidade esquecida ganha forma
E eu gosto de fazê-lá ganhar vida.
O olhar atento enxerga muito mais do que se pode ver... O mínimo está na preguiça de quem está sempre com pressa de não perder a hora.
A vida precisa ser vista em diferentes ângulos, todos os dias é necessário olhar o azul do céu,
E se olhar atento verá que além do simples azul, há mais cores.
Experimente mais os detalhes da vida
Em pequenas e singelas coisas há muito mais do que se pode ver quando se olha apenas uma vez... Com preguiça.

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