20 novembro 2012

Um dia

Nasce o dia em tons pálidos, a noite mal dormida, sede lugar à preguiça da manhã. Começo a ler um livro, releio a mesma frase trinta vezes, e,  desisto de continuar. Sento a mesa do café da manhã e, sinto preguiça de comer. Volto ao sofá, me escondo nas cobertas, viro de um lado para o outro, pauso a inquietação, desisto. Volto para a minha cama, fecho as cortinas e abafo os sons do mundo com o meu travesseiro. Não basta, não tenho sono pra dormir tanto assim. Levanto o corpo pesado, sigo até a varanda e, peço ao vento que traga de volta a minha leveza. Ele responde, ensinando o meu corpo voar.



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