Um ano que já virou passado enquanto outro já se aproxima. Fui feliz e infeliz ao mesmo tempo. E, de fato, quem não é? A felicidade ocupa mínimas partes, às vezes, ela não preenche, mas alimenta. Duelo entre ser e estar, batalha diária em tentar afastar as energias negativas e, captar só as positivas. Mas o que seria de nós sem os obstáculos, que nos fazem criar e estudar estratégias, em tudo existe uma razão. É claro que só damos conta disso quando a ventania já passou e o sol voltou a brilhar. Exatamente como iniciei esse ano, algumas dúvidas ainda dominavam, incertezas e obstáculos para serem ultrapassados. Medo e frio na barriga, e agora, passou! O vento levou e varreu o que era. Restou os aprendizados e as boas conquistas, levo comigo tudo o que de bom e ruim vivi, não deixo escapar nada. Os detalhes são sempre os mais importantes, e eu que não sou boba nem nada, guardo tudo na minha agenda. Que dó aposentar mais uma companheira de um ano inteirinho, ali escrevi todos os compromissos, arquivei todos os ingressos de cinema, teatro e festas. Preenchi cada dia com um pouco da minha esperança e reguei muita poesia... Ano novo é símbolo de (re)começar, colher cada fruto plantado na última colheita, deixar os erros para trás e focar em acertar mais dessa vez. A caminhada é longa, são 365 dias de muito para viver. Abro mais uma agenda com folhas em branco, que esperam minhas pincelas.
Feliz ano novo!
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