26 janeiro 2014

Eu tinha vinte, e me parece ontem

À espera sobre a cama

O baú de meninices saboreado por

lembranças

Alma de domingo em plena preguiça enrolada aos lençóis

Doce afeto em estado bruto

O mundo anda todo com a cara daqueles anos atrás

Eu tinha vinte, e me parece ontem.

Raspas e restos me interessam pra silenciar

E todo esse silêncio foi a fonte das minhas palavras

Retrato em partes

Recortes em pedaços

Esses meus olhos infantis...

Essa minha fragilidade disfarçada em poesia.

Rendo-me aos errantes, sem destino... Nômades.

De quem abraça além da pele... Em órgãos.

Dos improváveis, intermináveis e inconsoláveis

Em desacordo com o tempo, que insiste em permanecer e só

Inevitável.

Intolerante e indolor.

Chuvas de verão me acalmam à pele.



(.)