À espera sobre a cama
O baú de meninices saboreado por
lembranças
Alma de domingo em plena preguiça enrolada aos lençóis
Doce afeto em estado bruto
O mundo anda todo com a cara daqueles anos atrás
Eu tinha vinte, e me parece ontem.
Raspas e restos me interessam pra silenciar
E todo esse silêncio foi a fonte das minhas palavras
Retrato em partes
Recortes em pedaços
Esses meus olhos infantis...
Essa minha fragilidade disfarçada em poesia.
Rendo-me aos errantes, sem destino... Nômades.
De quem abraça além da pele... Em órgãos.
Dos improváveis, intermináveis e inconsoláveis
Em desacordo com o tempo, que insiste em permanecer e só
Inevitável.
Intolerante e indolor.
Chuvas de verão me acalmam à pele.
(.)