17 dezembro 2011

Na preguiça

A fuga da liberdade raptou a última gota de esperança
Arrumei pra desarrumar, e por fim, valeu de nada.
O que cansa é pensar e repensar e nada ter
Ver labirintos e não saber escolher caminhos a seguir
A dúvida de sempre, aquela de toda hora
A preguiça de querer contamina as desilusões
E as vontades congelam na demora.
.
A rotina bagunçada virou o prazer de caminhar
Na corda bamba prestes a cair é que sinto o perigo
Devoro o medo a possuir e saio um pouco das metodologias
Rasgo a agenda que carrego na bolsa e espalho meu dia a dia
Deixo de lado as reticências a fim de colocar pontos finais
Re (começo), (re) começar...
Alcançar.
.
Preguiça de querer,
E por hoje esconder nas cobertas.
(.)