20 janeiro 2011

amor qualquer


a história de nós dois
começou numa tarde qualquer
num canto da esquina
beirando a avenida

fria ...

sombria ...

opaca ...

chuvosa com a amargura
de todos que passavam
e riam de nós
que sós ali
calculávamos um destino
incalculável pela cena
e por um falso amor.

pobre desamor
que carrega uma dor

incurável destino só
que diante de uma solidão vazia
foi fisgar dois pobres corações
que nem desejavam uma história
assim de  amor
numa tarde qualquer.

(.)