17 janeiro 2011

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Tirou o pó das lembranças
Suas, talvez perdidas.
Borrifou uma essência com cheiro de orquídea
E purificou o seu ar.
Ascendeu um incenso com chama de violeta
E deixou que em cada canto a fumaça perfumada
Pudesse entrar.
Sentou-se na janela a fim de admirar
Um novo dia, uma nova cor, um novo olhar.
O sol iluminou seu corpo e cegou seus olhos
Que na escuridão de um clarão embaçado
Fez enxergar o que antes ela não conseguia.

(.)