O vento bate na minha cara
Pela janela de um ônibus que segue pelo aterro...
Vejo dois senhores, jovens... Não sei
Ela doce, encosta a cabeça no ombro de seu marido, namorado, amante... Já não sei
Ele olha fixamente dentro dos olhos dela e começa a acaricia-la...
Minha atenção que antes era a paisagem do aterro do flamengo
Perdeu-se entre esses dois jovens senhores que não cansei de admirar...
É estranho talvez, um dia pensar que estarei como eles, aqueles jovens, que já não são mais...
O tempo carregou suas juventudes e trouxe o amadurecimento nas caras, enrugadas, envelhecidas...
Mas que o espírito da juventude continua presente, como dois namorados que acabam de se conhecer;
E vivem os melhores momentos de suas vidas, sentados bem ali, na janela de um ônibus
Sentindo a brisa leve carregada pelos pneus que passam em velocidade, apressados, não deixando os passageiros aproveitarem uma bela paisagem, em um lindo dia de sol.
(.)