Nasce madrugada espalhando o calor frio
Eu, aqui, como sempre, de costume
Sirvo-me do licor para aquecer minha noite
Sinto em meus lábios o doce ardente antídoto
O amor que já provei, há tempos atrás
Esquecera eu o sabor
O cheiro e
O calor...?
Estive isolada em minha própria solidão
Pintei o vazio em lindas aquarelas
Para esconder as lágrimas delas
Disfarcei o que sou para esconder o que nem sei bem se sou
Eu quem em mim sente.
Descombinei as cores
Abandonei a falta que eu fiz crescer
Arranhei as portas de madeiras de tantas lamentações
Nem ao menos descontei em minhas poesias
Ainda bem. A sanidade falou mais alto... Em berros curtos que pude ouvir
Preservei a última gota que me acalma... Em berros longos que ninguém pode ouvir
Cá estou eu, aqui, como sempre e de costume
Falando em um tom baixo, ouvindo apenas o toque da caneta no papel
Com meu licor de um lado
E do outro lado o vazio,
... de sempre, que está prestes a mudar!
(.)
(.)
Quero beber o licor de ti (.)