Primeiro acordar. O sol invadiu a janela, penetrou pela cortina de voil. Acordei. A casa estava cheia. O silêncio subiu pelas paredes e foi repousar no teto, agarrou-se ao lustre novo que comprei. A arrumação foi desfeita, a mesa de centro acolheu novos pés. A cozinha ganhou sabor. Eu estava entre muitos, deixei o só do hoje para trás. Recebi minhas flores prediletas. Mimos e abraços sem fins. O dia acabou. Restei aqui. O silêncio desceu do teto e veio encostar-se a mim. Hora de dormir. Amanhã preciso acordar e arrumar a bagunça que foi feita aqui.
Segundo dormir.
(.)