28 abril 2012

Desconhecida


Tranquei a porta e fui conhecer o desconhecido
A minha realidade conhecida eu deixei para trás.
Mudei.
Transformei o que eu fui no que sou presente
Calei as palavras mal ditas
Silenciei o medo que acovardava.
Fui.
Bati a porta.
Joguei a chave fora num poço sem fim
Corri longe
Cheguei ao mais longe que pude ir.
Distanciei a aproximação de mim
Esqueci do meu nome.
Tomei outro rumo ao virar à esquerda
A direita que me pertencia eu apaguei.
Soltei as lágrimas, as tantas que guardei
Por fim, a porta estava trancada
Eu mesma a tranquei
Eu volto a minha realidade ao olhar no buraco da fechadura.

(.)