Alice veio até aqui confrontar o silêncio escondido em baixo
das cobertas.
Puxou o cobertor na tentativa de libertar o corpo, ainda
adormecido, envolvido por uma preguiça constante.
Olhou fixamente como quem quisesse entender... Conhecer.
Sentiu um aperto no peito ao perceber que era humana demais
e, portanto impotente para controlar a sublimação que envolvia a alma.
Alice quis libertar a dor colhendo as lágrimas de tristeza,
abraçou.
Abraçou-me na tentativa de sugar os males provocados pelo
mundo em feridas expostas na pele.
Desejou ser eu. Quis entrar em mim.
Alice era eu?
Alice vive em mim?
(.)