Com o riso frouxo e a gargalhada no canto da boca.
Gargalhava alto e seu escândalo transmitia felicidade. Era uma nova fase para a
acomodação bater asas e trazer a agitação nos dias. Amadurecera com o passado tão
presente e fizera nascer uma nova esperança. Cuidar de si, ela queria cuidar
mais de si. Aproveitar as deixas que a vida começara a mostrar abrindo portas,
novas portas que ela, talvez por medo, não quis abrir. Agora ela era mais forte,
sentia seu coração bater no mundo e sua presença ganhar forma. Não precisava
mais inventar alguém que ela gostaria de ser, o que ela se transformara
bastava. A dualidade em que ela vivia com ela mesma somava-se a liberdade, e
sua prisão dentro de si fora libertada. A risada leve era de alívio. Alívio,
enfim, de se permitir deixar ser... Suspiros!
(.)