05 setembro 2012

Dias Felizes


Com o riso frouxo e a gargalhada no canto da boca. Gargalhava alto e seu escândalo transmitia felicidade. Era uma nova fase para a acomodação bater asas e trazer a agitação nos dias. Amadurecera com o passado tão presente e fizera nascer uma nova esperança. Cuidar de si, ela queria cuidar mais de si. Aproveitar as deixas que a vida começara a mostrar abrindo portas, novas portas que ela, talvez por medo, não quis abrir. Agora ela era mais forte, sentia seu coração bater no mundo e sua presença ganhar forma. Não precisava mais inventar alguém que ela gostaria de ser, o que ela se transformara bastava. A dualidade em que ela vivia com ela mesma somava-se a liberdade, e sua prisão dentro de si fora libertada. A risada leve era de alívio. Alívio, enfim, de se permitir deixar ser... Suspiros!

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