10 outubro 2012

Na estrada

Anda sem rumo, nos trilhos do caminho do trem
Anda pra correr cansada
Disfarça e,
Corre tentando andar mais rápido.
As botas gastas levantam a poeira por onde passa
Deixa rastros de pegadas firmes
Cicatriza o asfalto com sua poesia tatuada.
Corre pra andar descansada
Admira na calma os riscos azuis do céu
Corre tranquila sorrindo com a alma
Anda depressa com pressa de correr
Acalma os pés tocando a estrada
Deita na rua de chão de pedra e,
Espera a noite passar
Pra amanhã continuar sua caminhada...

(.)