16 abril 2013
Chamas violetas voltaram a me abraçar...
Daqueles dias de que ficar um pouco mais em casa é cuidar, conhecer e preencher os espaços vazios que estavam precisando de complementos...
A fome foi resolvida, como estava comendo mal, pelas ruas desse tão grande Rio. Tinha dia que a pressa não dava brecha pra almoçar, era sanduba numa mão, e as tralhas na outra.
Que corre e corre, de cá, pra lá, pra chegar, tentar chegar... Mais perto dessa arte que tanto me alimenta.
As olheiras foram acalmadas com preguiçosas noites de sono... E quanto sono eu precisava repor...
E a semana foi passando...
O corpo foi sendo alimentado, cuidado e muito mimado.
Recuperei mais da minha poesia, voltei a escrever... Que falta de escrever...
Sentir a poesia tatuada na pele provoca dor quando dela me ausento. Mas, já foi resolvido. Estamos em paz, de volta e com mais sintonia...
Como retomar um grande amor, que nunca foi esquecido, que só foi pausando em alguns instantes...
Esses instantes constantes...
Retomei mais de mim, insisti em ser só a minha companhia, por alguns dias...
Como faz falta, como é bom olhar mais pra si e entender os novos movimentos em forma de amadurecimentos...
Como é bom acordar na nossa cama, e olhar o nosso canto, sem pressa e com calma...
Levantar e saudar o sol, tomar café da manhã ouvindo as músicas que estavam esquecidas...
Como faz bem... Como faz falta...
Retornei aos livros de cabeceira, estava perdida entre três que resolvi ler ao mesmo tempo, ufa...
Como cada palavra serviu para entender que estou no caminho certo do encontro de mim.
Ah... os livros, grandes amigos do conhecimento...
Rilke, estou completamente apaixonada por você... Como foi bom melodiar em suas palavras... Ler seus contos e cartas!
Ah... Que leveza!
Chamas violetas voltaram a me abraçar.
(.)