03 junho 2013

Ao som da meia noite


Escrevo com pressa.

As palavras dançam sozinhas e buscam seus lugares no papel... Não coreografo seus movimentos. Prefiro a intuição.

 A intensidade expressiva nasce sem pudor, nua em sua fragilidade de menina/ moça. Deixar fluir sem direções, buscando as levezas das violetas que enfeitam as janelas...

Estou com pressa de um buquê de flores lançado no final de uma festa.

Já cansei de inventar desculpas por estar  procurando consolo na solidão de uma garrafa de vinho...

Ah!, se isso bastasse: às vezes tenho vontade de assistir minha própria inquietação em estar só, mas sem lamentar...

Também está bom assim e deve ficar ainda melhor.

Rendo-me à você e, à sua tentativa de chegar perto...

Lá fora chove em profusão, continua a chover, ao som da meia noite.
Até mais... até breve.



(.)