21 setembro 2013

Fim de Jogo

O telefone tocou e era você, por simplesmente ser sua voz tão presente, firme e charmosa. Um leve sotaque de quem traz na bagagem heranças de um interior. Espiava sua presença distante, meu olhar seguia seus passos tatuados e o tempo que só pertencia à você. Estive ausente de te procurar em tantos outros esbarros perdidos em bares e esquinas. Bebi goles pra engolir as palavras desesperadas que arranhavam a garganta. Percebi que palavras cuspidas já não me interessavam mais. Queria uma dose de poesia em cada espaço que me permiti acolher/ conhecer. E você tão distante dos tantos presentes, já passados e futuros. Iludi minhas fantasias imaginárias oferecendo-as um chá. Dei as cartas na mesa e bati sem querer fazer muito jogo, apenas uma canastra limpa.

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