dias andando no calor do asfalto
queimando os pés delicados pelo desejo de fugir...
por horas caminhando, tropeçando
sentindo frio, fome e dor
desatando os nós presos na garganta
rasgando o medo no olhar perdido
solta, entregue ao vento, fazendo parte da noite vazia
encontrando significados anônimos que rodeiam a mente solitária
ruídos estridentes, persistentes,imprudentes,incoerentes,pertinentes
ocupam o corpo, a mente e o espírito...
alcançando o mundo,seu, interior
fechando portas abertas
janelas escancaradas
impedindo a luz de entrar
transformando o seu no eu de nós
tentando encontrar caminhos
diante de uma aliada escuridão.
dias andando na frieza do asfalto
esfriando os pés delicados pelo desejo de fugir... ao contrário.
(.)