21 fevereiro 2011

luxúria e um lençol de seda fino

lençol de seda cintilante
cai sobre a cama na mais bela pura maciez
conforta-se ao corpo e desperta a luxúria envolvida na sua beleza...
descobre o suor que percorre, correndo, sem pressa
aos instintos da descoberta...
rasga a boca calada que grita ao prazer
escorre a saliva seca que sente a fome de provar
alimenta o vazio com uma comida fresca
e se deleita na sobremesa...
a luxúria canta no lençol de seda fino
e se espreguiça ao silêncio da sua própria quietude
brinca feito uma criança que deseja ser livre,
pra provar sua própria plenitude, correndo solta
na terra fértil de viver, o hoje, o agora, sem medo
de ser sua própria verdade inventada na atuação
dessa curta vida.


(.)
mahaivi