18 junho 2013

Uma revolução acontece lá fora e aqui dentro...


Peço licença pra entrar na sua angustia desesperada. Te aqueço com palavras poetizadas só pra não perder o costume...

Ando te observando pelo buraco da fechadura, pelos cantos atrás das pilastras, em suas caminhadas pelas madrugadas...

Em meio a revolução ganhando espaço nas ruas com todo o branco da plena e inesquecível segunda feira...

Esse intenso turbilhão de tudo querer viver. As ideologias pintadas nos muros da cidade inspiram a voz que coçam o silenciar gritando Bis.

E nessa busca de tentar equilibrar o peso das duas bolsas carregadas todos os dias... O peso de ser artista. O gosto de fazer arte.

Eu sou você que te falo, em pensamento inconsciente... Ouve- me e cale-se pra entender...

Não se perca tanto nas retas da ponta do lápis, atreva-se a curvar e experimentar desconstruir... A vida precisa ser leve como as violetas.

Rasgue o medo da falta de luz, o arrepio produz calor e irradia energia... Movimente-se.

Seja selvagem na sua luta diária, que eu te espero ganhar o seu espaço nessa selva de pedras.



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