Sem tão pouco tempo da agonia da espera o espelho cansa de
brincar com os reflexos dos pedaços dos tantos “Eu”.
A vida grita de fora da janela. O passo é curto pra chegar
na superfície.
Décimo segundo andar da distância do concreto. Sustentação...
É muito ar daqui de cima. A vida parece miniatura vista
desse ponto de vista.
É estar no alto, mas muito distante do mais alto que
existe... É ilusão. Percepção de uma mente vazia...
Soa suor, escorre e seca. É um ciclo infinito de ir e vir a
cada dia...
Palavras curtas dançam nas paredes manchadas de tintas.
O corpo equilibra a vontade de se atirar no desconhecido,
dança na ponta dos pés o desejo de ir longe...
Se lança no penhasco dos sentimentos...
Cospe poesias engasgadas pela falta de estar ao lado de quem
as inspirem...
É encontrar no meio dessa confusão a solução pra te achar,
te roubar de você e te abrigar no décimo segundo do meu andar.
(.)