20 abril 2016

nasce pra nova vida que chega em mãos o maior presente
deixo as palavras escaparem pra quem quiser ouvir a poesia que sai desse corpo arte
mil caminhos para escolher um e desvendar esse labirinto
tudo pulsa em prosa, pele/ pelo
o despertar dos olhos famintos de viver.
renascimento do turbilhão da mente que agora calma deseja desencapar o fio que conduza o olhar e abra esse corpo para os sons do mundo...

mahaivi
(.)

13 abril 2016

Algo em Dão

leve como pluma; branco feito neve
Algo está em Dão que procura entre a  brancura perfumada a soma de dois pra formar:


Algodão.


mahaivi
(.)


18 março 2016

lambe

apaga a luz e deixa a escuridão silenciar as vozes que sussurram em tom abafado no inconsciente
deixe a poesia sair pelas entranhas e veias que pulsam em órgãos os batimentos desse corpo em cor e arte
cospe a saliva seca que impede de engolir
deixe virar tinta fresca pra borrar o branco pálido de timidez
torce as mãos da criação e amasse os papéis...
vira cola em água e lambe.

mahaivi
(.)



17 março 2016

quantos caminhos até chegar na rua certa da curva torta
bater de porta em porta pra encontrar a melhor vista pra assistir a vida passar
tantas coisas que vem e vão, tantas pessoas entram e saem/ voltam e dão ré
cada manhã um novo dia pra entender que ainda há muito em cada esquina pra encontrar
viver ainda tem gente que não compreende que é preciso lutar.

mahaivi
(.)

10 março 2016

estrelas

as mãos temperadas de sabores e um olhar faminto de quem aprecia 
já saquei de cima a baixo; frente e costas; lados... Você 
fica mais, 
uma... dez horas seguidas pra tanta conversa 
ainda tenho tanto/ muito e o mundo pra te contar
sem pressa de esperar o forno assar 
o vinho acabar 
a chuva passar
fica aqui, do lado vizinho, esquerdo, onde o coração bate forte 
tanta sorte encontrar 
em multidões procuras 
o perfume suave 
o sorriso meio canto de boca 
aquele da tatuagem mais bonita 
estrelou...
de mansinho uma chance de recomeçar.

mahaivi
(.)

07 março 2016

borboleta azul

Flutua em asas azuis ametista no sol da manhã de verão
Presença calma de quem ilumina a neblina da cidade
Voa acima dessas cabeças urbanistas concretas.
Cena de um primeiro ato de um dia inteiro pra viver
Leveza em tom azul invade o olhar de quem enxerga através da janela
Essa canção silenciosa.

Voa borboleta entre os prédios, muros e a cidade caos
Do olhar atento que entre mil distrações consegue ver a poesia passar... flutuar... uma borboleta azul.

mahaivi
(.)

03 março 2016

saudade branca

acorda às seis. mesa toalha e café. lençol branco travesseiro macio. cara amassada. sono. uma saudade entrelinhas tortas. você. eu. por. diversos corredor                          es. desencontros em mão dupla. portas distintas. coração voando alto. asas pra perseguir. vontade tola. preguiça atoa. em vão. desse querer sombrio. atordoada dor. no meio da multidão. de tanto querer. vi no canto. encanto. encontro a dois e mais dez. você pôs as mãos na minha cintura. eu gostei. caminho em dois passos. um adeus. no canto da boca. uma saudade branca.

22 fevereiro 2016

Condomínio

Espaços em branco, no meio, entre dois. Um corredor pra dividir as portas silenciosas que através do tímido olho mágico amplia e distorce as proporções de quem passa... Tantos caminhos no meio desses espaços que dividem o lado de cá do lado de lá. Entre saltos rachaduras percorrem as paredes, caminham no chão e abrem espaços pra escoar o volume das vozes vizinhas.

04 outubro 2015

um simples e leve encontro de dois


um e outro por dois que somam a vontade de estar, por simplesmente, um encontro/troca/conversa/papo furado/ riso solto/ gargalhada leve acompanhada da cerveja.
uma mesa entre dois que fingem não se importarem que antes desse instante nunca se viram.
Modernidade louca que um aparelho permite marcar e conhecer tantas pessoas ao mesmo tempo que mesmo sem tempo, tem tempo pra tanta conversa jogada fora...
um e outro andam pelas ruas controlando tudo com seus controles remotos/celulares no meio desse caos/cidade/movimentação.
tempo é a palavra do momento- sem ter tempo de conhecer...

(.)

12 setembro 2015

nascimento

Uma vontade de ir/vir...se jogar sem asas pro medo voar e se espalhar nas nuvens...
Desejo de ficar/tornar permanência a presença de quem ainda começa pelas beiradas o caminhar nesse mundo/globo/gente/caos/cultura/arte/ruas/luzes... e querer no meio de tantas possibilidades um cantinho pra viver/reinventar/criar/fluir/nascer/renascer o turbilhão que pulsa pulso/coração e todos os órgãos/tecido/membranas... desse corpo que abriga uma voz ainda tímida, de gritar por todos cantos/encantos/encontros a arte que por contrações deseja sair/invadir/preencher...

(.)

08 setembro 2015

Torcido

Corre
Contorce
Entorse
Estorce
Retorce

muda de direção.

Entorta
Corta
Comporta
Conforta
Importa

e fica
no caminho curto
o corpo torto

(...)

02 setembro 2015

gratidão

Mais um ciclo que se fecha dessa vida apressada
Muito pra construir com cada pedacinho de tanta gente que passa e fica, vai e volta
Tantos cantos preenchidos e agora uma solidão nos vazios que restaram
Encantos de sorrisos e lágrimas de alegria
.
Dois anos pra não esquecer que a evolução se dá a cada dia nascendo com uma nova manhã
Que o sol invade a janela pra clarear as ideias e despertar os olhos molhados da escuridão da noite
.
A vida apresenta sutilezas
Viver requer levezas
.
Caminhar com os pés descalços pra sentir tudo que possa invadir
Abrir os braços e receber inspirações desse mundo que se mostra... Imensidão
Imersão no eu que fala em forma de poesia pra entender... Dimensão
.
Continuo... Porém mais amadurecida, com muita gratidão.
.
.
.
Mahaivi

(.)

29 dezembro 2014

São os sinos tocando lá fora

São os sinos tocando lá fora...
Sou eu gritando aqui dentro.
Sem poder de escolha, vagando, devagar...
Silenciando os ouvidos, tapando as orelhas, com as mãos suadas de tanta tinta...
Tinta é meu suor, arte é minha vida...
Sou feita da poesia que escolhi e grito arte pra viver feliz...
São os sinos tocando lá fora...
Sou eu vagando, devagar...
Procurando sinais pra tentar ouvir os sinos que tocam lá fora...
               mesmo com as mãos tapando as orelhas.


(.)




14 dezembro 2014

Feliz Novo.

Encontros/ ensaios/ cantorias/ tintas/ madeira/ betume/ papel/ arte/ teatro/poesia/ ...

E o peito pulsando alegria por tanta arte envolvida
Doces encontros na mesa de um bar
O tempo passou mais um pouco, exatos doze meses pra não esquecer,
Que amanhã tem mais pra viver...
Doze folhas em branco pra escrever um pouco mais de tanto viver, de tanta vida e, tanto caminhar
Mais um ciclo de boas lembranças se encerra pra iniciar novas experiências
Adeus ano. Feliz Novo!!!!

26 janeiro 2014

Eu tinha vinte, e me parece ontem

À espera sobre a cama

O baú de meninices saboreado por

lembranças

Alma de domingo em plena preguiça enrolada aos lençóis

Doce afeto em estado bruto

O mundo anda todo com a cara daqueles anos atrás

Eu tinha vinte, e me parece ontem.

Raspas e restos me interessam pra silenciar

E todo esse silêncio foi a fonte das minhas palavras

Retrato em partes

Recortes em pedaços

Esses meus olhos infantis...

Essa minha fragilidade disfarçada em poesia.

Rendo-me aos errantes, sem destino... Nômades.

De quem abraça além da pele... Em órgãos.

Dos improváveis, intermináveis e inconsoláveis

Em desacordo com o tempo, que insiste em permanecer e só

Inevitável.

Intolerante e indolor.

Chuvas de verão me acalmam à pele.



(.)



25 janeiro 2014

Se desprender em forma que soa leveza

Distanciar o corpo da mente que pulsa no ritmo dos ponteiros do relógio os segundos constantes

O impulso toma a vez e atropela.

Espasmos involuntários percorrem e produzem movimentos

Dança à dois... Dança à sós.

Uma xícara tombada escorre o caminho do café

Encontra migalhas endurecidas... Amolece.

Desses encontros de primeira à segunda vista... tanto faz.

Sem regras, sem pressas, nem promessas.

Ir de fluir o olhar. E um sorriso tímido... de canto de boca.

De caminhar com passos curtos em caminhos longos. ENXERGAR mais atento.


(.)


14 janeiro 2014

Até logo

É preciso mais um gole pra esquecer

Te deixei sentado à mesa do bar

Fui embora sem olhar pra trás

Te devendo um adeus sem promessas

Apressei teu pranto dor em soluços de lágrimas

Um dia você entende... Um dia a gente sempre entende...

O tempo cura as feridas e amadurece as cicatrizes

E depois é só viver, com as bochechas coradas da vida...

E, vai que um dia o destino resolva pregar uma peça

E diante de tanta pressa a gente se esbarra por aí...

Até logo!



(.)









04 janeiro 2014

Repouso

Cabe dizer levezas quando tudo que deseja é cuspir...

A saliva não aguenta mais ser engolida e produzida nesse ciclo vicioso de ir e vir.

Basta tantos movimentos calculados em repetições...

Canso de imaginar quando a cena se repete e pausa pra mostrar a certeza fotografada na tela.

Tela é a vida que corre por todos os cantos, atravessa e hipnotiza tantos olhares famintos de informações...

Basta desse tempo agitado que só faz correr.

Posso ir na câmera lenta desse vai e vem constante perturbado esgotado de tanto apressar o passo que só quer pausar pra respirar... Um pouco e, calmamente...





Repouso do sol...

Anoitecer.

(.)

28 dezembro 2013

Te chamar...

É que eu acordei com uma vontade de ter você.

Ouvir sua voz e o sotaque de quem trás na bagagem lembranças de um interior.

Ultimamente tenho relido suas poesias para suspirar um pouco de você...

Talvez você só apareça nos meus sonhos

Talvez a vida seja só sonhar... Vai saber!

Ando distraída com o andar tropeçado na correria

É a vida que leva e joga o corpo na cama, depois de um dia qualquer...

As ruas gritam o caminhar dos pés, dentro de um tênis confortável, com cheiro integrado ao compasso da natureza.

E vou levando, sem você ou com uma parte da sua poesia...

Palavras bem ditas bastam pra silenciar um coração que pulsa sem parar.

E homens que escrevem bem definitivamente têm um charme diferente...

E aqueles que conseguem silenciar nossa alma merecem meu respeito.

Te espero daqui, desse lado carioca de levar a vida...

Mas se demorar vou aí nesse fim que nem sei aonde fica, te chamar pra dançar...



(.)



21 setembro 2013

Fim de Jogo

O telefone tocou e era você, por simplesmente ser sua voz tão presente, firme e charmosa. Um leve sotaque de quem traz na bagagem heranças de um interior. Espiava sua presença distante, meu olhar seguia seus passos tatuados e o tempo que só pertencia à você. Estive ausente de te procurar em tantos outros esbarros perdidos em bares e esquinas. Bebi goles pra engolir as palavras desesperadas que arranhavam a garganta. Percebi que palavras cuspidas já não me interessavam mais. Queria uma dose de poesia em cada espaço que me permiti acolher/ conhecer. E você tão distante dos tantos presentes, já passados e futuros. Iludi minhas fantasias imaginárias oferecendo-as um chá. Dei as cartas na mesa e bati sem querer fazer muito jogo, apenas uma canastra limpa.

(.)