Minhas estantes acomodam os vícios que já provei
Livros e mais livros já saboreei
Sou tentada a me viciar e estremeço quando devo abandonar
Atraso o fim e permaneço no começo
Será um vício nunca querer chegar ao fim?
Sinto um dó quando o tiro dos meus braços e entrego-o as estantes perdidas do meu quarto...
Sou possessiva sem saber, mas não me culpo pela posse que desejo possuir
Aos poucos me encanto com outros que são dados
E quando vejo já me viciaram...
Pertenço a cada romance que já li
Vivo presente em cada lágrima que já perdi
Aprendo com cada vício que já provei
E vicio-me de novo quando o vício gera o prazer da minha dor.
(.)