04 outubro 2015

um simples e leve encontro de dois


um e outro por dois que somam a vontade de estar, por simplesmente, um encontro/troca/conversa/papo furado/ riso solto/ gargalhada leve acompanhada da cerveja.
uma mesa entre dois que fingem não se importarem que antes desse instante nunca se viram.
Modernidade louca que um aparelho permite marcar e conhecer tantas pessoas ao mesmo tempo que mesmo sem tempo, tem tempo pra tanta conversa jogada fora...
um e outro andam pelas ruas controlando tudo com seus controles remotos/celulares no meio desse caos/cidade/movimentação.
tempo é a palavra do momento- sem ter tempo de conhecer...

(.)

12 setembro 2015

nascimento

Uma vontade de ir/vir...se jogar sem asas pro medo voar e se espalhar nas nuvens...
Desejo de ficar/tornar permanência a presença de quem ainda começa pelas beiradas o caminhar nesse mundo/globo/gente/caos/cultura/arte/ruas/luzes... e querer no meio de tantas possibilidades um cantinho pra viver/reinventar/criar/fluir/nascer/renascer o turbilhão que pulsa pulso/coração e todos os órgãos/tecido/membranas... desse corpo que abriga uma voz ainda tímida, de gritar por todos cantos/encantos/encontros a arte que por contrações deseja sair/invadir/preencher...

(.)

08 setembro 2015

Torcido

Corre
Contorce
Entorse
Estorce
Retorce

muda de direção.

Entorta
Corta
Comporta
Conforta
Importa

e fica
no caminho curto
o corpo torto

(...)

02 setembro 2015

gratidão

Mais um ciclo que se fecha dessa vida apressada
Muito pra construir com cada pedacinho de tanta gente que passa e fica, vai e volta
Tantos cantos preenchidos e agora uma solidão nos vazios que restaram
Encantos de sorrisos e lágrimas de alegria
.
Dois anos pra não esquecer que a evolução se dá a cada dia nascendo com uma nova manhã
Que o sol invade a janela pra clarear as ideias e despertar os olhos molhados da escuridão da noite
.
A vida apresenta sutilezas
Viver requer levezas
.
Caminhar com os pés descalços pra sentir tudo que possa invadir
Abrir os braços e receber inspirações desse mundo que se mostra... Imensidão
Imersão no eu que fala em forma de poesia pra entender... Dimensão
.
Continuo... Porém mais amadurecida, com muita gratidão.
.
.
.
Mahaivi

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29 dezembro 2014

São os sinos tocando lá fora

São os sinos tocando lá fora...
Sou eu gritando aqui dentro.
Sem poder de escolha, vagando, devagar...
Silenciando os ouvidos, tapando as orelhas, com as mãos suadas de tanta tinta...
Tinta é meu suor, arte é minha vida...
Sou feita da poesia que escolhi e grito arte pra viver feliz...
São os sinos tocando lá fora...
Sou eu vagando, devagar...
Procurando sinais pra tentar ouvir os sinos que tocam lá fora...
               mesmo com as mãos tapando as orelhas.


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14 dezembro 2014

Feliz Novo.

Encontros/ ensaios/ cantorias/ tintas/ madeira/ betume/ papel/ arte/ teatro/poesia/ ...

E o peito pulsando alegria por tanta arte envolvida
Doces encontros na mesa de um bar
O tempo passou mais um pouco, exatos doze meses pra não esquecer,
Que amanhã tem mais pra viver...
Doze folhas em branco pra escrever um pouco mais de tanto viver, de tanta vida e, tanto caminhar
Mais um ciclo de boas lembranças se encerra pra iniciar novas experiências
Adeus ano. Feliz Novo!!!!

26 janeiro 2014

Eu tinha vinte, e me parece ontem

À espera sobre a cama

O baú de meninices saboreado por

lembranças

Alma de domingo em plena preguiça enrolada aos lençóis

Doce afeto em estado bruto

O mundo anda todo com a cara daqueles anos atrás

Eu tinha vinte, e me parece ontem.

Raspas e restos me interessam pra silenciar

E todo esse silêncio foi a fonte das minhas palavras

Retrato em partes

Recortes em pedaços

Esses meus olhos infantis...

Essa minha fragilidade disfarçada em poesia.

Rendo-me aos errantes, sem destino... Nômades.

De quem abraça além da pele... Em órgãos.

Dos improváveis, intermináveis e inconsoláveis

Em desacordo com o tempo, que insiste em permanecer e só

Inevitável.

Intolerante e indolor.

Chuvas de verão me acalmam à pele.



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25 janeiro 2014

Se desprender em forma que soa leveza

Distanciar o corpo da mente que pulsa no ritmo dos ponteiros do relógio os segundos constantes

O impulso toma a vez e atropela.

Espasmos involuntários percorrem e produzem movimentos

Dança à dois... Dança à sós.

Uma xícara tombada escorre o caminho do café

Encontra migalhas endurecidas... Amolece.

Desses encontros de primeira à segunda vista... tanto faz.

Sem regras, sem pressas, nem promessas.

Ir de fluir o olhar. E um sorriso tímido... de canto de boca.

De caminhar com passos curtos em caminhos longos. ENXERGAR mais atento.


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14 janeiro 2014

Até logo

É preciso mais um gole pra esquecer

Te deixei sentado à mesa do bar

Fui embora sem olhar pra trás

Te devendo um adeus sem promessas

Apressei teu pranto dor em soluços de lágrimas

Um dia você entende... Um dia a gente sempre entende...

O tempo cura as feridas e amadurece as cicatrizes

E depois é só viver, com as bochechas coradas da vida...

E, vai que um dia o destino resolva pregar uma peça

E diante de tanta pressa a gente se esbarra por aí...

Até logo!



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04 janeiro 2014

Repouso

Cabe dizer levezas quando tudo que deseja é cuspir...

A saliva não aguenta mais ser engolida e produzida nesse ciclo vicioso de ir e vir.

Basta tantos movimentos calculados em repetições...

Canso de imaginar quando a cena se repete e pausa pra mostrar a certeza fotografada na tela.

Tela é a vida que corre por todos os cantos, atravessa e hipnotiza tantos olhares famintos de informações...

Basta desse tempo agitado que só faz correr.

Posso ir na câmera lenta desse vai e vem constante perturbado esgotado de tanto apressar o passo que só quer pausar pra respirar... Um pouco e, calmamente...





Repouso do sol...

Anoitecer.

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28 dezembro 2013

Te chamar...

É que eu acordei com uma vontade de ter você.

Ouvir sua voz e o sotaque de quem trás na bagagem lembranças de um interior.

Ultimamente tenho relido suas poesias para suspirar um pouco de você...

Talvez você só apareça nos meus sonhos

Talvez a vida seja só sonhar... Vai saber!

Ando distraída com o andar tropeçado na correria

É a vida que leva e joga o corpo na cama, depois de um dia qualquer...

As ruas gritam o caminhar dos pés, dentro de um tênis confortável, com cheiro integrado ao compasso da natureza.

E vou levando, sem você ou com uma parte da sua poesia...

Palavras bem ditas bastam pra silenciar um coração que pulsa sem parar.

E homens que escrevem bem definitivamente têm um charme diferente...

E aqueles que conseguem silenciar nossa alma merecem meu respeito.

Te espero daqui, desse lado carioca de levar a vida...

Mas se demorar vou aí nesse fim que nem sei aonde fica, te chamar pra dançar...



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21 setembro 2013

Fim de Jogo

O telefone tocou e era você, por simplesmente ser sua voz tão presente, firme e charmosa. Um leve sotaque de quem traz na bagagem heranças de um interior. Espiava sua presença distante, meu olhar seguia seus passos tatuados e o tempo que só pertencia à você. Estive ausente de te procurar em tantos outros esbarros perdidos em bares e esquinas. Bebi goles pra engolir as palavras desesperadas que arranhavam a garganta. Percebi que palavras cuspidas já não me interessavam mais. Queria uma dose de poesia em cada espaço que me permiti acolher/ conhecer. E você tão distante dos tantos presentes, já passados e futuros. Iludi minhas fantasias imaginárias oferecendo-as um chá. Dei as cartas na mesa e bati sem querer fazer muito jogo, apenas uma canastra limpa.

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09 setembro 2013

Retalhos


Exatamente 02:13 da manhã na espera do cabelo secar pra me afundar no travesseiro.

Meses sem escrever revelam a agitação corpo/mente em constante movimento sem pausas. Noites mal dormidas e fome daquele pão dormido escondido na geladeira.

Atravessa na pressa o caminho que é curto do ir e vir de todos os dias. A soma dos percursos totaliza horas de estradas e caminhadas no asfalto quente. E, que calor faz nesse Rio...

E no meio de tantos caminhos alguém coloca uma pedra e te faz acreditar que esse obstáculo foi o responsável pela sua trombada... Mas o quem ninguém sabe é que seus próprios pés tropeçaram sozinhos.

E quem vai tirar da cabeça que no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma perda no meio do caminho...

A pedra sempre esteve, e sempre estará lá. Os obstáculos dificilmente não vão aparecer. E por mais que o mundo decida virar contra, minha arte sempre estará a favor.

Estou numa constante descoberta e com pouco tempo pra perder tempo sentindo medo. Palavras cuspidas não me interessam mais...

Procuro um desabafo que sossega em tom de poesia.

E hoje quando eu voltava para casa, na espera do ônibus,uma senhora se aproximou...

Hoje em dia a proximidade ganhou distancia e dois olhos arregalados que fazem o favor de não piscar, só pra não perder o monitoramento do seu próprio  quadrado. Mas a quem precise de um par de óculos pra enxergar mais atento, e perceber que há tanto para ser visto... Tão pequenos detalhes... E olhar pro outro é olhar um pouco mais atento pra si.

Essa senhora chegou perto e pediu uma informação, quando percebi já estava tomando o mesmo ônibus que ela, e sentando ao seu lado. Geralmente costumo dormir nessa volta, mas hoje não me importei em ceder e trocar palavras, por ,simplesmente conversar, com alguém que nem conheço e que tinha problemas de audição. Tive que procurar falar lentamente e um pouco mais alto. Ela estava com apenas um aparelho num dos ouvidos. Ouvi suas histórias e ela procurou querer saber das minhas. Quando eu disse que fazia faculdade de Artes Cênicas, ela ficou toda boba e me desejou muita sorte. Pude ver no seu olhar a magia que o teatro tem, as pessoas gostam da energia que uma peça possibilidade, e da troca do olho no olho do agora. O teatro é uma arte de troca imediata, como é bom ver a ação e a reação dialogando com o todo o movimento dessa arte. Como é bom saber que mesmo alguém que infelizmente perdeu a audição, ainda assim procura e quer estar consumindo a arte da vida. O ouvir é tão pouco quando se tem olhar pra ver, e vice versa. Tato pra sentir e o coração pra pulsar... Não há nada que se perca quando a vontade ultrapassa as limitações impostas. É enfrentar e somar esperanças pra viver sorrisos de felicidade...

E na perda há sempre uma nova descoberta de adaptação.

Quando chegou no meu ponto de descida ela agradeceu a conversa e me convidou para visitá-la para um chá. Uma fofa!
Quando as pessoas vão permitir deixar o medo gritar silencioso e convidar mais desconhecidos para uma conversa?

Encontro e desabafo multiplicado em certezas. Ar- te viva sempre em mim.



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29 agosto 2013

Pausa


Repousa seu descanso em forma de poesia...

Lá fora a vida anuncia que pode esperar

Aqui dentro a casa acolhe na leveza da rede que balança e esfria o chá...

No silêncio

Envolvido pelo incenso

A paz silencia.

Corre a voz desenhada em palavras

Cospe versos

Nasce poesia.

E o tempo já não tem mais tempo de pausas silenciosas...

Stop! Eu pausei.



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11 agosto 2013

Desabafa

É quando o tempo passa, mas você percebe que só passou mais um mês...
Amanhã é o primeiro de todos os outros dias que vão passar, sem rastros e sem pausas.
É uma aglomeração de tudo em todos os espaços até a última fresta que só permite passar um soluço de ar.
É a falta de tempo em tempo perdido com a falta de respirar suavemente à brisa leve do mar.
A corrida atropela o olhar que tenta enxergar um pouco e mais além dessa realidade imposta nas esquinas.
É caminhar contra o fluxo de tanta gente que marcha o mesmo mecanismo rítmico de levar a vida uniformemente.
Sentir um vazio, mas não a falta
É preencher com flores as melodias
Atrito absoluto do desabafo sentimento
É a intencionalidade que capta pensamento acerca dos movimentos.

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07 julho 2013

Décimo Segundo Andar

Sem tão pouco tempo da agonia da espera o espelho cansa de brincar com os reflexos dos pedaços dos tantos “Eu”.
A vida grita de fora da janela. O passo é curto pra chegar na superfície.
Décimo segundo andar da distância do concreto. Sustentação...
É muito ar daqui de cima. A vida parece miniatura vista desse ponto de vista.
É estar no alto, mas muito distante do mais alto que existe... É ilusão. Percepção de uma mente vazia...
Soa suor, escorre e seca. É um ciclo infinito de ir e vir a cada dia...
Palavras curtas dançam nas paredes manchadas de tintas.
O corpo equilibra a vontade de se atirar no desconhecido, dança na ponta dos pés o desejo de ir longe... 
Se lança no penhasco dos sentimentos...
Cospe poesias engasgadas pela falta de estar ao lado de quem as inspirem...
É encontrar no meio dessa confusão a solução pra te achar, te roubar de você e te abrigar no décimo segundo do meu andar.

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25 junho 2013

Inquieta


Infinitos universos inferiores... O ser previsível em sua infinita vontade de mudar. Recompor o corpo que caminha em corda bamba do destino concreto... Ar pra respirar com todo o verde da respiração das árvores... Suor da brisa leve do mar... Leveza de pensamentos. Suspiros sufocantes da vontade de expressar o grito forte que arranha a garganta... Entope as palavras, permanece a vontade de dizer... Simplesmente. O amor abraça as esquinas, o vento varre as esperanças dos jovens perdidos pelas ruas... Caos na contra mão de todo esse vai e vem, de gente que insiste em ser invisível para o outro que dorme pelas calçadas... Culpa. Dor. Repúdio inquieto que alimenta mentes vazias. Sonhos jogados em latas de lixo ,que esperam a mão que os colha, esfomeada. É tanto deslize em fazer nada,  menos nada, igual a nada. É caminhar no meio de tanta loucura e ainda assim encontrar alguém que te transborde...



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18 junho 2013

Uma revolução acontece lá fora e aqui dentro...


Peço licença pra entrar na sua angustia desesperada. Te aqueço com palavras poetizadas só pra não perder o costume...

Ando te observando pelo buraco da fechadura, pelos cantos atrás das pilastras, em suas caminhadas pelas madrugadas...

Em meio a revolução ganhando espaço nas ruas com todo o branco da plena e inesquecível segunda feira...

Esse intenso turbilhão de tudo querer viver. As ideologias pintadas nos muros da cidade inspiram a voz que coçam o silenciar gritando Bis.

E nessa busca de tentar equilibrar o peso das duas bolsas carregadas todos os dias... O peso de ser artista. O gosto de fazer arte.

Eu sou você que te falo, em pensamento inconsciente... Ouve- me e cale-se pra entender...

Não se perca tanto nas retas da ponta do lápis, atreva-se a curvar e experimentar desconstruir... A vida precisa ser leve como as violetas.

Rasgue o medo da falta de luz, o arrepio produz calor e irradia energia... Movimente-se.

Seja selvagem na sua luta diária, que eu te espero ganhar o seu espaço nessa selva de pedras.



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10 junho 2013

Debruçada em você...


Hoje eu ouvi você cantar...

Com essa tua voz grave e um pouco cansada...

Estava escondida no meio da multidão que assistia seu suor escorrer em forma de melodia...

Seu olhar tímido se escondia na sua própria escuridão, enquanto seus olhos insistiam em cantar fechados...

Eu, no canto, debruçada em você...

De longe...

Que distância é essa que mantém uma barreira invisível entre nós...

Eu vejo através dos seus espelhos...

Você recolhe os cacos dos meus reflexos...

E os nossos olhares seguem a mesma direção...

É uma reta de toda vida...

Já acabaram-se as curvas...

Agora é seguir por mais alguns instantes... Que o longe deixou de ser... E virou perto.



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06 junho 2013

Sossegar


Respira!

Alívio do sossego da meia noite.

Os dias correm como um relógio apressado que se adianta a cada segundo.

O tempo é curto pra viver tão poucas horas quando se tem muito a fazer...

Os livros estão jogados num canto empoeirado, sem tempo de dormir ao lado da cabeceira. O sono chega antes da primeira frase...

A TV permanece num longo silêncio, sem voz.

O mundo espera lá de fora da janela...

Enquanto a casa se acostuma com a ausência da sua moradora.

23:57, a meia noite se aproxima de mansinho... E o sossego avisa que está na hora de uma curta conversa...



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